terça-feira, dezembro 31, 2024

O Evangelho de São Mateus: Cadernos de estudo bíblico

 

O Evangelho de São Mateus: Cadernos de Estudo Bíblico, de Scott Hahn (1957-), é o 4º guia que leio dessa série de estudos bíblicos que o autor escreveu.

Detalhado e acessível para a compreensão do Evangelho segundo Mateus, o autor apresenta um estudo enriquecedor que combina explicações teológicas, contextos históricos e aplicações práticas para a vida cristã.

O livro explora o texto do Evangelho em profundidade, destacando temas centrais como:

  • Jesus como o Messias esperado: A narrativa de Mateus enfatiza o cumprimento das profecias do Antigo Testamento, mostrando como Jesus é o cumprimento das promessas feitas ao povo de Israel.
  • O Reino de Deus: Hahn analisa as parábolas e os ensinamentos de Jesus sobre o Reino de Deus, explicando seu significado espiritual e como ele é manifestado na vida dos cristãos.
  • A ética cristã: O autor discute o Sermão da Montanha, com foco nos valores do amor, perdão, humildade e justiça que orientam a vida cristã.
  • A centralidade da Igreja: O papel de Pedro e a fundação da Igreja como instituição visível e espiritual são temas recorrentes no Evangelho e ganham atenção especial no estudo.

Combinando sua expertise acadêmica com um tom pastoral, Hahn oferece perguntas reflexivas e orientações práticas para ajudar os leitores a aplicar os ensinamentos de Mateus em suas vidas cotidianas. O livro é indicado para estudiosos, líderes de grupos de estudo bíblico e qualquer pessoa que deseje aprofundar sua compreensão do Evangelho.

Esse estudo bíblico incentiva uma leitura orante e meditativa, fortalecendo a fé e proporcionando insights sobre a vida e a missão de Jesus.

sexta-feira, dezembro 27, 2024

Três

 

Que romance maravilhoso que acabei de ler!!

Tomei conhecimento dele com uma influencer na internet falando super bem dele e como o tema dele me chamou a atenção, resolvi lê-lo.

Três, da francesas Valérie Perrin (1967-), é um romance, publicado em 2021, comovente e cheio de reviravoltas que explora a amizade, os segredos e o impacto do tempo nas relações humanas. A narrativa segue a história de três amigos inseparáveis desde a infância: Nina, Adrien e Étienne, que se conhecem em 1986, em uma pequena cidade na França. Eles formam um trio improvável, mas indestrutível, compartilhando sonhos, esperanças e promessas de nunca se separarem.

Ao longo das décadas, a amizade é testada por escolhas individuais, desilusões e segredos que cada um carrega. O livro alterna entre dois períodos de tempo: o passado, mostrando a formação dessa amizade intensa e os momentos que moldaram suas vidas, e o presente, onde a narradora, Virginie, uma jornalista, investiga um misterioso carro encontrado no fundo de um lago que parece estar ligado ao trio.

À medida que a investigação avança, revelações surpreendentes vêm à tona sobre os segredos que cada um dos amigos tentou esconder e sobre como esses segredos influenciaram a distância que se criou entre eles. O enredo aborda temas como identidade, traumas familiares, sexualidade e o peso das expectativas sociais.

Valérie Perrin constrói um romance sensível, repleto de nostalgia, que reflete sobre como os laços humanos podem resistir, romper-se e, às vezes, serem reconstruídos. Com personagens complexos e uma trama envolvente, Três é uma história de amizade, amor e reconciliação.

domingo, dezembro 22, 2024

Paróquia Sagrado Coração de Jesus


 

Estávamos nesse fim de semana em Pires do Rio/GO e aproveitamos para assistir a missa dominical na Igreja Matriz da cidade que é a Paróquia Sagrado Coração de Jesus.

É uma Paróquia que foi fundada em 1933 e bastante bonita com vitrais muito bem feitos e cuidados. A nave central é bem ampla e deve acomodar bem os fiéis da cidade.

Uma pena que a missa que assistimos feriu gravemente a liturgia com direito a encenação de uma peça teatral em susbtituição à homilía. O mais absurdo é que a Paróquia é gerida por frades franciscanos, ou seja, um dos maiores santos que tivemos nesse mundo (São Francisco de Assis) tendo a sua ordem ligada a tanto abuso litúrgico.

Era a missa das 10h, o que seria a hora da "missa das crianças". Mas isso não é desculpa para tanto sacrilégio realizado pelo padre. A Paróquia que frequento semanalmente possui a "missa das crianças" e o ritual não difere em nada a uma missa normal. Apenas há a presença de mais crianças e com isso há mais choros de bebês e alguns gritos e conversas parelas das crianças.

O padre chegou a colocar o papai noel para entrar junto com ele e ficar juntamente com ele no altar sentando em uma poltrona. E na hora da comunhão o papai noel distribuiu pães para as crianças ao lado do padre.

Minha esposa já queria ir embora diante de tantos absurdos (teve outros que não irei citar), mas pedi para pelo menos comungarmos e depois irmos embora.

Rezei para que essa comunidade acorde e veja que o ritual criado pela Santa Igreja já é belo e cheio de profundidade que não há nenhuma necessidade de alterá-lo. O dever do padre seria de defender esse ritual e repeti-lo até o fim dos seus dias nessa Terra sem nenhuma mácula e sem nenhuma alteração!

quarta-feira, dezembro 18, 2024

O Vermelho e o Negro

 

Publicado em 1830, O Vermelho e o Negro é um dos romances mais célebres do Realismo e uma obra-prima de Stendhal (1783-1842). O livro apresenta uma análise profunda da sociedade francesa pós-napoleônica, explorando as ambições, paixões e contradições humanas por meio da trajetória de Julien Sorel, um jovem de origem humilde em busca de ascensão social.

A primeira parte do livro traz Julien Sorel, filho de um carpinteiro, que despreza suas origens humildes. Inteligente e ambicioso, ele sonha em ascender socialmente através da Igreja e da carreira militar, representados pelas cores "vermelho" (uniforme militar) e "negro" (batina clerical). Ele se torna tutor dos filhos do Sr. de Rênal, prefeito de uma cidadezinha, e inicia um romance com a esposa dele, Madame de Rênal. O caso, carregado de tensão emocional e moral, é revelado, obrigando Julien a deixar a cidade.

Na segunda parte Julien se muda para Besançon e ingressa em um seminário. Logo, é recomendado ao Marquês de La Mole, em Paris, como secretário particular. Ele se envolve em um romance calculado com Mathilde de La Mole, a filha do marquês. Apesar de Mathilde ser inicialmente fria, Julien conquista seu coração. Quando tudo parece encaminhado para o casamento, uma carta de Madame de Rênal, revelando seu passado, chega às mãos do marquês. A união é cancelada, e Julien, tomado pela ira, tenta assassinar Madame de Rênal. Julien é preso e julgado pelo crime. Apesar da defesa e do arrependimento de Madame de Rênal, ele é condenado à guilhotina. No final, Julien aceita sua morte como inevitável, renunciando à ambição que guiou sua vida. Madame de Rênal morre pouco depois, em sua dor por Julien.

Julien representa o jovem que tenta romper as barreiras de classe, mas enfrenta um sistema rígido e opressor.O romance denuncia a corrupção moral da aristocracia e do clero e traz também o conflito entre o desejo por amor genuíno e a busca pelo poder que é central na história de Julien.

O Vermelho e o Negro é uma obra fascinante que combina drama psicológico, crítica social e tragédia. A jornada de Julien Sorel revela as tensões de uma sociedade em transformação e a luta de um indivíduo contra as limitações impostas pelo destino e pela estrutura social. É uma leitura indispensável para quem busca compreender as complexidades das relações humanas e o impacto das ambições na vida.

sábado, dezembro 07, 2024

A Queda de Númenor

 

Publicado em 2022, A Queda de Númenor é uma coleção organizada por Brian Sibley (1949-), que reúne escritos de J.R.R. Tolkien (1892-1973) relacionados à Segunda Era da Terra-média. Este período, menos explorado nos romances principais do autor, cobre eventos épicos como a ascensão e a queda da ilha de Númenor, o forjamento dos Anéis de Poder e a formação da Última Aliança entre elfos e homens.

O livro compila textos extraídos de obras como O Silmarillion, Contos Inacabados e Os Apêndices de O Senhor dos Anéis. A narrativa é ordenada cronologicamente, oferecendo ao leitor uma visão coesa dos acontecimentos da Segunda Era.

Númenor é apresentada como um reino insular dado aos homens como recompensa por sua lealdade na luta contra Morgoth. Os númenorianos se tornam uma civilização poderosa, sábia e próspera, com uma vida mais longa que a dos homens comuns. A prosperidade de Númenor é corroída pelo orgulho e pelo desejo de imortalidade. Influenciados por Sauron, os reis númenorianos desafiam os Valar e buscam conquistar o poder eterno.

O clímax trágico ocorre quando Ar-Pharazôn, o último rei de Númenor, desafia os Valar ao tentar invadir Aman, a terra dos imortais. Essa rebelião resulta na destruição de Númenor, que é submersa pelo oceano como punição divina. Paralelamente, o livro narra o fortalecimento de Sauron, o forjamento do Um Anel e a corrupção dos nove reis humanos que se tornam os Nazgûl. O livro conclui com o estabelecimento da Última Aliança entre homens e elfos para enfrentar Sauron, culminando na batalha final que encerra a Segunda Era.

A história de Númenor ecoa a de Atlântida e explora o tema da arrogância, mostrando como a busca pelo poder absoluto leva à ruína. A Segunda Era é fundamental para entender os eventos de O Senhor dos Anéis, como a origem do Um Anel e as linhagens de Aragorn e outros personagens.

A Queda de Númenor é uma obra indispensável para os fãs de Tolkien que desejam se aprofundar na rica mitologia da Terra-média. A edição de Brian Sibley apresenta os textos de forma acessível, com ilustrações de Alan Lee que trazem vida aos eventos épicos narrados. É uma celebração da visão monumental de Tolkien sobre história, tragédia e esperança.

quarta-feira, dezembro 04, 2024

A Personalidade Neurótica do Nosso Tempo

 

Publicado em 1937, A Personalidade Neurótica do Nosso Tempo é uma das obras mais importantes da psicanalista alemã Karen Horney (1885-1952). No livro, Horney desafia algumas das ideias centrais de Sigmund Freud e apresenta uma visão inovadora sobre as neuroses, relacionando-as aos fatores socioculturais que moldam a vida moderna.

Horney argumenta que a neurose não é apenas um fenômeno individual, mas também um reflexo das pressões sociais e culturais do mundo contemporâneo. Ela examina como as condições sociais, como o individualismo, a competição desenfreada e as expectativas irreais, levam ao surgimento de conflitos internos que resultam em padrões neuróticos de comportamento.

A autora descreve a personalidade neurótica como alguém que lida com a ansiedade básica – um sentimento de insegurança e isolamento – através de estratégias disfuncionais, que incluem:

  • Movimento para as pessoas: submissão extrema, buscando agradar para evitar rejeição.
  • Movimento contra as pessoas: agressividade e hostilidade como formas de autoafirmação.
  • Movimento para longe das pessoas: distanciamento emocional e isolamento para evitar o sofrimento.

Esses padrões são formas de lidar com a necessidade de afeto, segurança e pertencimento em um ambiente percebido como hostil ou indiferente.

Horney rejeita a ênfase freudiana nos instintos biológicos como origem das neuroses. Em vez disso, ela coloca o foco nas relações sociais e na cultura, sugerindo que o contexto em que uma pessoa vive tem impacto crucial em sua saúde mental. Essa abordagem humaniza a psicanálise, abrindo caminho para escolas posteriores de pensamento psicológico.

O livro é uma leitura fundamental para entender como as tensões do mundo moderno contribuem para problemas psicológicos. A obra continua relevante ao abordar como os fatores externos moldam nossas vidas internas, convidando o leitor a refletir sobre o impacto da sociedade em sua própria saúde mental.

sábado, novembro 30, 2024

O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei

Finalizando a leitura do mês, O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei é o terceiro e último volume onde Tolkien nos conduz ao clímax épico da jornada de Frodo, Sam, Aragorn e os outros membros da Sociedade do Anel, enquanto enfrentam os desafios finais para derrotar o mal encarnado por Sauron.

Publicado em  outubro de 1955 a história se desenrola em duas frentes principais. Por um lado, Frodo e Sam, guiados pelo ambíguo Gollum, aproximam-se cada vez mais do Monte da Perdição, onde o Um Anel deve ser destruído. Por outro lado, Aragorn, agora assumindo seu destino como herdeiro ao trono de Gondor, lidera a resistência contra o exército de Sauron, unindo os povos livres da Terra-média em uma última tentativa de sobrevivência.

Temos aqui uma escalada do conflito com batalhas grandiosas, como a do Campo de Pelennor, e a profundidade emocional que o desfecho nos traz para cada personagem. Aragorn abraça sua liderança, Sam demonstra coragem e lealdade incomparáveis, e até mesmo Gollum tem momentos que humanizam sua complexa personalidade. Tolkien conclui a história com um epílogo melancólico, mostrando que nem todos os finais são completamente felizes após uma grande guerra.

O livro ainda tem os apêndices que expandem o mundo que trazem detalhes valiosos para os fãs mais dedicados e para compreender a profundidade do universo criado por Tolkien.

O Retorno do Rei é um desfecho majestoso para uma das maiores obras de fantasia de todos os tempos. A mensagem de esperança, mesmo em meio ao desespero, ressoa profundamente e permanece atual. Repleto de ação, emoção e reflexões universais, o livro é uma leitura indispensável para os amantes de literatura fantástica.

quarta-feira, novembro 20, 2024

O Senhor dos Anéis: As Duas Torres

Dando continuidade na leitura do O Senhor dos Anéis com As Duas Torres, o segundo volume publicado em novembro de 1954, o livro aprofunda a narrativa, desenvolve ainda mais os personagens e apresenta novos elementos que tornam a Terra Média ainda mais fascinante.

Um erro que muitos cometem é que o livro não é uma trilogia. Tolkien escreveu como uma única história e ele gostaria que o livro tivesse sido publicado em volume único. Mas por questões editoriais e pela falta de papel que a Inglaterra sofria à época, o livro teve que ser publicado em 3 volumes.

Aqui temos a dissolução da Sociedade do Anel. Frodo e Sam seguem sozinhos rumo a Mordor, guiados pelo misterioso e ambíguo Gollum, uma criatura consumida pelo poder do Um Anel. Enquanto isso, Aragorn, Legolas e Gimli perseguem os orcs que capturaram Merry e Pippin, levando-os ao reino devastado de Isengard, onde enfrentam o mago traidor Saruman. Paralelamente, o reino de Rohan se torna palco de uma luta desesperada contra o exército de Saruman, culminando na épica batalha do Abismo de Helm.

O livro é dividido em duas partes principais: a jornada de Frodo e Sam, repleta de tensão psicológica, e as aventuras de Aragorn e seus aliados, cheias de ação. Essa estrutura alternada mantém o leitor imerso e oferece diferentes perspectivas da luta contra o mal.

Aqui temos a apresentação mais trabalhada de Gollum que é uma das criações mais brilhantes de Tolkien. Sua luta interna entre lealdade e traição, bondade e corrupção, é fascinante. Aragorn continua a crescer como líder, enquanto Merry e Pippin demonstram maturidade inesperada.

Tolkien continua com suas descrições surpreendentes! A descrição de locais como o Abismo de Helm e a Floresta de Fangorn é de tirar o fôlego. Tolkien transforma a geografia da Terra Média em um personagem vivo.

As Duas Torres expandiu o legado de O Senhor dos Anéis, introduzindo momentos icônicos como o confronto no Abismo de Helm, que se tornaria uma das cenas mais celebradas na adaptação cinematográfica de Peter Jackson. Gollum, com sua dualidade moral, se consolidou como um dos personagens mais complexos da literatura fantástica.

terça-feira, novembro 12, 2024

O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel


Já que voltei a ler as obras de J.R.R. Tolkien (1892-1973) nada melhor do que voltar à obra que colocou de vez o nome do professor no alto escalão dos escritores de fantasia: O Senhor dos Anéis, uma obra-prima que combina mitologia, aventura e temas universais de amizade, coragem e sacrifício.

A história começa no pacato Condado, onde o hobbit Frodo Bolseiro herda de seu tio Bilbo um anel aparentemente comum. Contudo, o mago Gandalf descobre que o objeto é, na verdade, o Um Anel, uma relíquia criada pelo maligno Sauron para dominar a Terra Média. Para impedir que o Anel caia em mãos erradas, Frodo embarca em uma jornada perigosa, acompanhado por um grupo heterogêneo: hobbits, elfos, anões, humanos e Gandalf. Esse grupo, conhecido como A Sociedade do Anel, parte em direção a Mordor, onde o Anel deve ser destruído.

Tolkien foi mestre na criação do seu universo. A riqueza de detalhes na Terra Média – com línguas, culturas, história e geografias próprias – faz o leitor se sentir completamente imerso nesse mundo fictício. A escrita de Tolkien é rica, detalhada e, por vezes, quase lírica. Suas descrições evocam imagens vivas, especialmente das paisagens e dos momentos mais grandiosos.

Cada membro da Sociedade tem uma personalidade distinta, com forças e fraquezas que enriquecem a trama. Frodo, apesar de sua relutância e fragilidade, demonstra uma força interior impressionante, enquanto Sam é a personificação da lealdade.

A Sociedade do Anel não é apenas um livro; é um marco na literatura. Ele influenciou profundamente o gênero de fantasia e estabeleceu padrões para obras posteriores, de "Game of Thrones" a "Harry Potter", sendo uma leitura indispensável para fãs de fantasia e literatura clássica.

Há algumas partes mais lentas, o que faz total parte da jornada que é ler essa obra, mas a profundidade da narrativa e o impacto emocional compensam amplamente. É uma jornada épica que permanece tão relevante hoje quanto no dia de sua publicação.

segunda-feira, novembro 04, 2024

São Bernardo


São Bernardo, de Graciliano Ramos (1892-1953), é um romance publicado em 1934 que explora temas como poder, solidão e a desumanização nas relações humanas. A narrativa é marcada pelo estilo direto e introspectivo do autor.

Paulo Honório, narrador e protagonista, conta a história de sua ascensão como fazendeiro e dono da fazenda São Bernardo, conquistada por meio de métodos questionáveis, incluindo manipulação e violência. Ambicioso e autoritário, ele busca progresso material a qualquer custo.

Paulo casa-se com Madalena, uma professora idealista, mas o casamento é marcado por conflitos. Incapaz de compreender o humanismo de sua esposa, ele a trata de forma fria e controladora. A relação deteriora-se, culminando no suicídio de Madalena, o que deixa Paulo imerso em culpa e solidão.

O livro tem como temas a ambição e moralidade, a desumanização pelo poder, o conflito entre idealismo e pragmatismo e a solidão e o arrependimento.

A obra é uma das mais importantes da literatura brasileira, destacando a crítica social e psicológica característica de Graciliano Ramos.

quinta-feira, outubro 31, 2024

Caetés


Caetés (1933), de Graciliano Ramos (1892-1953), é o romance de estreia do autor. A obra explora temas como frustração, hipocrisia e as limitações humanas, com uma narrativa introspectiva e irônica.

João Valério, um funcionário público em Palmeira dos Índios, no interior de Alagoas, apaixona-se por Luísa, esposa de seu chefe Adrião. Ele vive um dilema moral entre o desejo e o respeito pelas convenções sociais. A história mostra suas tentativas fracassadas de conquistar Luísa e de escrever um romance histórico sobre os Caetés, indígenas da região.

Ao longo do livro, João Valério revela-se um homem inseguro e medíocre, cuja vida é marcada por hesitações e falta de ação. A trama culmina em decepções pessoais e profissionais, refletindo a monotonia e o tédio da vida provinciana.

Os temas que permeiam o livro são o fracasso e a mediocridade humana, a hipocrisia social e uma crítica ao provincianismo.

O livro antecipa o estilo seco e introspectivo de Graciliano Ramos, consagrado em obras como Vidas Secas e São Bernardo.

domingo, outubro 27, 2024

A Queda de Gondolin


Continuando na saga de ler os três grandes contos da 1ª Era da Terra-Média, finalizo com A Queda de Gondolin lançada em 2018.

Nesse conto J.R.R. Tolkien, (1892-1973) narra a destruição da cidade secreta Gondolin, um dos contos mais antigos da mitologia da Terra Média. Foi o último livro editado por Christopher Tolkien (1924-2020).

Gondolin foi uma cidade construída em segredo pelos elfos liderados por Turgon, como um refúgio contra Morgoth. Tuor, um mortal guiado pelos Valar, chega a Gondolin e traz um aviso divino para Turgon sobre a necessidade de abandonar a cidade e Turgon recusa

Traído por Maeglin, sobrinho de Turgon, Morgoth descobre a localização de Gondolin e lança um ataque devastador com balrogs, dragões e orcs. Apesar da resistência heroica, a cidade é destruída. Tuor, sua amada Idril, e seu filho Eärendil fogem, garantindo a continuidade da linhagem que salvará a Terra Média no futuro.

O livro aborda traição, sacrifício e a luta contra o mal, destacando a fragilidade das criações élficas diante do poder de Morgoth.

É um dos pilares da mitologia de Tolkien, mostrando o impacto do conflito entre o bem e o mal e prenunciando eventos cruciais na história da Terra Média.

terça-feira, outubro 22, 2024

Beren e Lúthien


 Dias atrás li o Filhos de Húrin do J. R. R. Tolkien (1892-1973) que tinha lido na época do lançamento em 2007, que foi o último livro que tinha lido do autor.

Fui fisgado novamente pela grandiosidade que é este mundo que Tolkien deixou para nós que quis voltar a ler mais coisas desse mundo e fui atrás do Beren e Lúthien que foi lançado em 2017.

Que história linda!! Sendo uma das das mais belas histórias de amor da Terra Média. O conto integra o Silmarillion e foi recontado e editado por seu filho Christopher Tolkien a partir dos manuscritos do autor, contendo várias versões do conto e como o Tolkien foi desenvolvendo a história, mas que, infelizmente, não pode finalizá-la.

O conto narra a história de Beren, um homem mortal, que se apaixona por Lúthien, uma elfa imortal, filha do rei Thingol e da Maia Melian. Thingol, contrário à união, exige como dote que Beren recupere uma Silmaril da coroa de ferro do terrível Morgoth, o maior dos vilões.

Beren e Lúthien enfrentam perigos enormes, incluindo lobos gigantes e o próprio Morgoth. Com a ajuda de Huan, o cão imortal, e da coragem de Lúthien, eles conseguem retirar a Silmaril, mas a missão tem altos custos. Apesar das tragédias, o amor entre os dois supera até mesmo a barreira entre a vida e a morte.

A história aborda sacrifício, coragem, amor eterno e a luta contra o mal, sendo também uma alegoria pessoal de Tolkien, inspirado pelo amor entre ele e sua esposa, Edith.

É um dos contos fundadores da mitologia de Tolkien, revelando a profundidade e a beleza de sua construção narrativa.

domingo, outubro 20, 2024

Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes


Há anos que ouço falar bem desse livro, mas resisti bastante a lê-lo. Até que resolvi dar uma chance e realmente o livro é tudo isso mesmo que falam dele.

Escrito pelo norte americado Stephen Covey (1932-2012) o livro Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes (1989) aborda ideias sobre como estimular e nutrir a mudança pessoal. O livro também explora o conceito de eficácia na obtenção de resultados, a necessidade de foco na ética do caráter em vez da ética da personalidade na seleção de sistemas de valores. Conforme o nome, seu livro é apresentado por meio de sete hábitos que ele identificou como propícios ao crescimento pessoal.

Os hábitos são:

  1. Seja proativo: Assuma o controle da sua vida. Pessoas proativas concentram-se no "círculo de influência" (aquilo que podem controlar) em vez do "círculo de preocupação" (o que está fora do alcance). A responsabilidade por suas escolhas é sua.
  2. Comece com o objetivo em mente: Visualize claramente seus objetivos e alinhe suas ações ao que realmente importa. Crie um "princípio norteador" pessoal, como uma declaração de missão, para guiar decisões e atitudes.
  3. Faça primeiro o mais importante: Priorize tarefas importantes, evitando que o urgente tome o controle. Use a Matriz de Gestão do Tempo para focar no que é importante e não urgente (planejamento, aprendizado, relacionamentos).
  4. Pense ganha-ganha: Adote uma mentalidade de abundância nas relações, buscando benefícios mútuos. Relacionamentos eficazes baseiam-se em confiança, respeito e soluções colaborativas.
  5. Procure primeiro compreender, depois ser compreendido: A comunicação eficaz começa com empatia. Escute genuinamente para entender o ponto de vista do outro antes de expressar sua própria perspectiva.
  6. Crie sinergia: Valorize a diversidade e a colaboração para criar resultados melhores do que qualquer pessoa poderia alcançar sozinha. A sinergia surge quando as diferenças são aproveitadas como forças.
  7. Afine o instrumento:Invista no autocuidado físico, mental, emocional e espiritual. Este hábito é sobre renovação contínua para manter sua eficácia a longo prazo.

Covey organiza os hábitos em três áreas:

  • Vitória Pessoal: Hábitos 1, 2 e 3 (crescimento interno).
  • Vitória Pública: Hábitos 4, 5 e 6 (relacionamentos).
  • Renovação Contínua: Hábito 7 (equilíbrio e manutenção).

A obra combina práticas práticas com uma filosofia orientada por princípios, promovendo equilíbrio e realização duradoura.

sexta-feira, outubro 11, 2024

Os Filhos de Húrin


Os Filhos de Húrin é uma obra de J.R.R. Tolkien (1892-1973) sendo publicado postumamente em 2007, editado pelo filho de Tolkien, Christopher Tolkien, a partir de notas e manuscritos deixados pelo autor.

A história acontece na Primeira Era da Terra Média e foca-se na trágica vida dos descendentes de Húrin, um nobre humano que desafiou o poder do sombrio senhor Morgoth.

O protagonista principal é Túrin Turambar, o filho de Húrin. Húrin é capturado por Morgoth após a devastadora Batalha das Lágrimas Incontáveis (Nirnaeth Arnoediad). Recusando-se a trair os Elfos e os Homens, Húrin é amaldiçoado por Morgoth, que promete que a desgraça perseguirá sua família. Esta maldição dita o destino de Túrin e sua irmã Nienor.

Após a captura de Húrin, sua esposa Morwen decide enviar o filho Túrin para o reino dos Elfos de Doriath, governado pelo rei Thingol e pela rainha Melian, para sua proteção. Lá, Túrin cresce e se torna um grande guerreiro. No entanto, sua vida é marcada por tragédias, muitas vezes resultado de suas próprias ações impulsivas.

Túrin acaba por se exilar de Doriath após matar acidentalmente um dos conselheiros do rei Thingol. Ele adota o nome Turambar e tenta, repetidamente, fugir do seu passado e da maldição que o persegue. Ao longo de sua vida, Túrin enfrenta dragões, orcs e outros inimigos, mas não consegue escapar das desgraças que lhe são impostas.

Ao final do livro Morwen e Nienor, sem notícias de Túrin, partem em busca dele, mas acabam sendo capturadas por Glaurung, o dragão servente de Morgoth. Nienor perde a memória e, eventualmente, encontra-se com Túrin, sem que nenhum dos dois saiba que são irmãos. Eles acabam por se apaixonar e casar. No entanto, quando Glaurung é finalmente derrotado por Túrin, o dragão revela a verdadeira identidade de Nienor. Ao saberem da verdade, Nienor comete suicídio, e Túrin, devastado pela culpa e pela maldição de Morgoth, tira sua própria vida.

O livro aborda temas como o destino, a tragédia e as escolhas pessoais. O destino de Túrin parece inevitável desde o início, mas suas escolhas e ações também desempenham um papel importante na sua queda. É uma história profundamente trágica, onde o peso da maldição de Morgoth é omnipresente.

 Os Filhos de Húrin é uma das histórias centrais da Primeira Era, juntamente com os contos de Beren e Lúthien e a queda de Gondolin. Estas histórias estão compiladas de forma mais breve no Silmarillion.

Em suma, é um conto trágico sobre orgulho, destino e a luta de um homem contra forças muito maiores do que ele, num mundo onde o mal parece prevalecer.

terça-feira, outubro 08, 2024

A Nova Era e a Revolução Cultural


Dizerm que "Ler é Reler", então nada melhor que reler uma obra do nosso maior filósofo: Olavo de Carvalho (1947-2022).

Li a A Nova Era e a Revolução Cultural em março/2016 e é impressionamento que cada vez mais percebemos o quanto Olavo estava preciso em suas análises lá em 1994 quando a obra foi publicada pela 1ª vez.

A obra analisa a influência das ideias e movimentos associados à Nova Era na cultura contemporânea. O autor explora como essas correntes têm impactado a sociedade, a política e a espiritualidade, ressaltando as implicações de uma mudança de paradigma que busca substituir valores tradicionais por novas concepções de moralidade e conhecimento.

Os principais pontos abordados no livro incluem:

1. Definição da Nova Era: Olavo de Carvalho discute o que caracteriza a Nova Era, destacando suas origens e como ela se manifesta em diferentes aspectos da vida social e cultural, enfatizando suas raízes esotéricas e filosóficas.

2. Revolução Cultural: O autor argumenta que a Nova Era é parte de uma revolução cultural mais ampla, que visa transformar as estruturas sociais e os valores da sociedade ocidental, promovendo uma visão de mundo que desafia as tradições estabelecidas.

3.Crítica ao Relativismo: Carvalho critica o relativismo moral e a ideia de que todas as crenças são igualmente válidas, defendendo a necessidade de uma base objetiva para a moralidade e o conhecimento.

4.Influência na Educação e na Política: A obra analisa como as ideias da Nova Era permeiam sistemas educacionais e políticas públicas, afetando a formação de valores nas novas gerações e a condução de políticas sociais.

5.Resistência e Contraposição: Olavo discute a importância de uma resistência intelectual e cultural a essas mudanças, defendendo a necessidade de um retorno a princípios e valores que considera fundamentais para a sociedade.

Em resumo, "A Nova Era e a Revolução Cultural" é uma reflexão crítica sobre as transformações culturais e espirituais contemporâneas, apresentando uma perspectiva de defesa de valores tradicionais frente às inovações trazidas pela Nova Era, além de incentivar um debate sobre a direção que a sociedade está tomando.

quinta-feira, outubro 03, 2024

Cervejeira Venax 209L Blue Light


Já tinha um tempo que eu já vinha insatisfeito com a estrutura que eu tinha para gelar bebidas em dias de confraternização em casa.

O freezer congela demais e as bebidas ficam tendo que dividir espaço com as carnes. Na geladeira a bebida não esfria bem.

Para não passar mais esses sufocos em dias de festa, o jeito foi equipar mais a área de lazer com um equipamento que faz exatamente o que preciso: uma cervejeira!

Depois de pesquisar verifiquei que essa marca Venax estava sendo muito elogiada e melhor avaliada do que as marcas tradicionais. A fábrica fica em Venâncio Aires/RS e nada melhor que incentivar a indústria gaúcha nesse ano por causa dos problemas climáticas que eles passaram.

domingo, setembro 29, 2024

Felicidade Conjugal


Felicidade Conjugal é uma novela escrita por Liev Tolstói (1828-1910) que explora as complexidades e as nuances do casamento através da perspectiva de um casal, principalmente a de Masha, a protagonista. A obra é uma reflexão sobre o amor, a felicidade e as dificuldades que surgem na vida a dois.

A história diz respeito ao amor e casamento de uma jovem, Mashechka (17 anos), e do muito mais velho Sergey Mikhaylych (36 anos), um velho amigo da família. A história é narrada por Masha. Após um namoro que tem as características de uma mera amizade familiar, o amor de Masha cresce e se expande até que ela não consegue mais contê-lo. Ela o revela a Sergey Mikhaylych e descobre que ele também está profundamente apaixonado.

Se ele resistiu a ela foi por medo de que a diferença de idade entre eles levasse a muito jovem Masha a se cansar dele. Ele gosta de ficar quieto e quieto, ele diz a ela, enquanto ela vai querer explorar e descobrir mais e mais sobre a vida. Extasiados e apaixonadamente felizes, o casal imediatamente se compromete a se casar. Uma vez casados, eles se mudam para a casa de Sergey Mikhaylych. Ambos são membros da classe alta russa. Masha logo se sente impaciente com a ordem tranquila da vida na propriedade, apesar da poderosa compreensão e amor que permanece entre os dois.

Para amenizar sua ansiedade, eles decidem passar algumas semanas em São Petersburgo. Sergey Mikhaylych concorda em levar Masha a um baile aristocrático. Ele odeia a "sociedade", mas ela está encantada com ela. Eles vão de novo, e de novo. Ela se torna uma regular, a queridinha das condessas e príncipes, com seu charme rural e sua beleza. Sergey Mikhaylych, a princípio muito satisfeito com o entusiasmo da sociedade de Petersburgo por sua esposa, desaprova sua paixão pela "sociedade"; no entanto, ele não tenta influenciar Masha.

Por respeito a ela, Sergey Mikhaylych permitirá escrupulosamente que sua jovem esposa descubra a verdade sobre o vazio e a feiura da "sociedade" por conta própria. Mas sua confiança nela é prejudicada ao ver como ela está deslumbrada com este mundo. Finalmente, eles se confrontam sobre suas diferenças. Eles discutem, mas não tratam seu conflito como algo que pode ser resolvido por meio de negociação. Ambos ficam chocados e mortificados que seu amor intenso tenha sido subitamente questionado. Algo mudou. Por orgulho, ambos se recusam a falar sobre isso. A confiança e a proximidade se foram. Só resta uma amizade cortês.

Masha anseia por retornar à proximidade apaixonada que eles conheciam antes de Petersburgo. Eles voltam para o campo. Embora ela dê à luz filhos e o casal tenha uma vida boa, ela se desespera. Eles mal conseguem ficar juntos sozinhos. Finalmente, ela pede que ele explique por que ele não tentou guiá-la e direcioná-la para longe dos bailes e festas em Petersburgo. Por que eles perderam seu amor intenso? Por que eles não tentam trazê-lo de volta? A resposta dele não é a que ela quer ouvir, mas a acalma e a prepara para uma longa vida de confortável "Felicidade Familiar".

Com essa simples, mas bela narrativa, Tolstói explora temas como a busca pela verdadeira felicidade, a natureza do amor e as obrigações que vêm com o casamento. O autor também reflete sobre a dinâmica de poder entre os cônjuges e como isso pode afetar a relação. Ao longo da história, Masha enfrenta dilemas sobre seu papel como esposa e suas próprias aspirações, questionando o que realmente significa ser feliz em um casamento.

A obra culmina em uma série de reflexões sobre o perdão, a compreensão e a capacidade de encontrar alegria nas pequenas coisas da vida a dois. "Felicidade Conjugal" é, assim, uma análise profunda e realista das relações humanas, mostrando que a verdadeira felicidade pode ser encontrada no compromisso, na empatia e na aceitação das imperfeições do outro.

sábado, setembro 28, 2024

O Livro dos Juízes e o Livro de Rute: Cadernos de estudo bíblico


E lá vamos nós para a leitura do 3º livro da coleção de Estudos Bíblicos do escritor Scott Hahn (1957-)!

O Livro dos Juízes e o Livro de Rute: Cadernos de Estudo Bíblico é uma obra que explora as narrativas presentes nos livros de Juízes e Rute da Bíblia, oferecendo uma análise aprofundada e reflexões sobre os temas centrais, personagens e eventos.

No Livro dos Juízes, o foco está em um período de instabilidade em Israel, onde o povo enfrenta ciclos de desobediência a Deus, opressão por nações vizinhas, arrependimento e libertação através de juízes escolhidos por Deus. A obra destaca figuras como Débora, Gideão e Sansão, refletindo sobre a importância da liderança e da fidelidade a Deus em tempos difíceis.

O Livro de Rute, por sua vez, apresenta uma narrativa de lealdade, amor e redenção. Rute, uma moabita, demonstra um compromisso notável com sua sogra Noemi e, através de sua história, exemplifica a inclusão e a graça divina. A obra discute o papel de Rute na linhagem de Davi e, consequentemente, na genealogia de Jesus, enfatizando a importância de suas ações e a providência de Deus.

Esses cadernos de estudo bíblico servem como uma ferramenta para aprofundar a compreensão das Escrituras, oferecendo perguntas de reflexão e aplicações práticas para a vida moderna. A obra convida os leitores a contemplar a fidelidade de Deus e a resposta humana a essa fidelidade, destacando lições eternas que permanecem relevantes.

sábado, setembro 21, 2024

O Sacramento do Matrimônio

 

Hoje foi um grande dia para nós! Eu e minha esposa conseguimos oficializar a nossa união perante Deus e agora estamos em plena comunhão com Ele sob um dos seus sinais eficazes da graça que é o Matrimônio.

Falo que conseguimos, porque desde o final de 2022 que estamos aguardando esse dia, pois a minha esposa entrou com um processo de nulidade matriomonial na Arquidiocese de Brasília para buscar a nulidade do seu matrimônio, o que para nós era bem claro, mas precisávamos da análise e anuência da Igreja para declarar que ela nunca foi casada!

Essa nulidade saiu em junho último e logo corremos para marcar o nosso casamento que foi realizado hoje.

A beleza do Matrimônio está muito bem esclarecida no Catecismo, onde esse Sacramento ajuda a superar o auto-isolamento, o egoísmo, a busca do próprio prazer e a abrir-se ao outro e à mútua ajuda.

O mais triste da atual sociedade é esta insistência no divórcio como o método mais simples e prático de resolver os problemas dentro do casamento, pois a indissolubilidade desse vínculo cria perplexidade e aparece como uma exigência impraticável. No entanto, Jesus não impôs aos esposos um fardo impossível de levar e pesado demais. Tendo vindo restabelecer a ordem original da criação, perturbada pelo pecado, Ele próprio dá a força e a graça de viver o matrimónio na dimensão nova do Reino de Deus. É seguindo a Cristo, na renúncia a si próprios e tomando a sua cruz, que os esposos poderão compreender o sentido original do matrimónio e vivê-lo com a ajuda de Cristo. Esta graça do Matrimónio cristão é fruto da cruz de Cristo, fonte de toda a vida cristã.

São Paulo nos dá a entender, quando diz em sua Epístola aos Efésios (5, 25-26): "Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela, a fim de a santificar" e acrescenta imediatamente: "Por isso o homem deixará o pai e a mãe para se unir à sua mulher e serão os dois uma só carne" (Ef 5, 31-32).

A questão é que o Cristo é a fonte desta graça. Assim como outrora Deus veio ao encontro do seu povo com uma aliança de amor e fidelidade, assim agora o Salvador dos homens e Esposo da Igreja vem ao encontro dos esposos cristãos com o sacramento do Matrimónio. Fica com eles, dá-lhes a coragem de O seguirem tomando sobre si a sua cruz, de se levantarem depois das quedas, de se perdoarem mutuamente, de levarem o fardo um do outro, de serem submissos um ao outro no temor de Cristo e de se amarem com um amor sobrenatural, delicado e fecundo. Nas alegrias do seu amor e da sua vida familiar, Ele dá-lhes, já neste mundo, um antegosto do festim das núpcias do Cordeiro:

Na nossa celebração tivemos a leitura do Capítulo 8 do Livro de Tobias (adaptado à liturgia) que narra o casamento de Tobias e Sara. Tobias, seguindo o conselho de seu pai Tobit e de Rafael (o anjo disfarçado), leva consigo o fígado e o coração do peixe que ele havia capturado anteriormente. Tobias queima o fígado e o coração do peixe em um braseiro. O cheiro expulsa o demônio Asmodeu, que havia causado a morte dos sete maridos anteriores de Sara. O demônio foge para o Egito, onde é aprisionado por Rafael. Tobias e Sara, cheios de fé, rezam juntos pedindo a bênção de Deus para seu casamento (a oração destaca a bondade de Deus e o propósito sagrado do matrimônio e é um dos trechos mais marcantes do capítulo e evidencia o amor puro e a confiança no plano divino). Raguel, temendo que Tobias pudesse ter o mesmo destino dos outros maridos de Sara, ordena que os servos cavem uma cova. Isso demonstra a apreensão dele com o que poderia acontecer. No entanto, ao perceber que Tobias está vivo pela manhã, Raguel louva a Deus e ordena que a cova seja fechada. Raguel organiza uma festa de 14 dias para celebrar o casamento. Ele também entrega a Tobias a metade de todos os seus bens como presente.

Já o salmo responsorial foi o Salmo 33(34) que é atribuído à Davi e tem uma linda resposta: "Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!" A escolha não poderia ter sido mais apropriada, pois o seu Versículo 5, "Procurei o Senhor e ele me atendeu, livrou-me de todos os temores", reflete bem o quanto pedimos para que tudo desse certo para que pudessemos celebrar esse momento!

Com esse sacramento, creio que encerro a fase inicial da minha vida cristã onde posso resumir os seguintes fatos:

1981

  • 18/08: Nascimento
  • 13/09: Sacramento do Batismo
2021
  • 16/12: Retono à Santa Igreja Católica
2022
  • 08/01: 1ª missa assistida
  • 05/03: Início da Catequese
  • 03/04: Escolha da Paróquia para frenquentar
  • 06/11: Fim da Catequese 
  • 12/12: Entrada do processo de nulidade matrimonial
2023
  • 23/03: Sacramento da Confissão (1ª vez)
  • 08/04: Sacramento da Eucaristia (1ª vez)
  • 27/05: Sacramento da Confirmação
  • 14/10: Padrinho de batismo
2024
  • 21/06: Fim do processo de nulidade matrimonial
  • 21/09: Sacramento do Matrimônio
Agora é continuar a caminhada honrando a Deus em todos os momentos, buscando a santificação e mais almas para o Reino dos Ceús.

segunda-feira, setembro 16, 2024

A Exemplar Família de Itamar Halbmann


Mais um livro escrito pelo Curitibano Diogo Fontana (1980-) o livro A Exemplar Família de Itamar Halbman (2018) é um romance que explora as dinâmicas familiares e as complexidades das relações pessoais. O enredo gira em torno de uma família que, à primeira vista, parece perfeita e exemplar, mas que esconde segredos, conflitos e tensões internas.

A narrativa é centrada na vida dos personagens, mostrando suas interações cotidianas e os desafios emocionais que enfrentam. Halbmann utiliza uma linguagem envolvente para desvendar as camadas das relações familiares, expõe as expectativas sociais e o peso das aparências. A obra revela como as máscaras que as pessoas usam podem camuflar a verdade sobre suas vidas e sentimentos

Ao longo do livro, questões como amor, traição, perdão e a busca por identidade são abordadas, resultando em uma reflexão profunda sobre o que realmente significa ser uma “família exemplar”. A obra convida o leitor a pensar sobre as complexidades das relações que nos cercam e a importância da comunicação e do entendimento mútuo.

Com um estilo cativante e personagens bem desenvolvidos, "A Exemplar Família" se apresenta como uma leitura instigante que provoca uma série de questionamentos sobre a vida em família e as relações humanas, além de ser um livro que explica muito bem o que a sociedade brasileira está vivendo na última década em suas relações íntimas familiares.

quinta-feira, setembro 12, 2024

História do Brasil - Tomo I


A série de livros História do Brasil, do autor Padre Raphael Galanti (1840-1917), é uma obra que aborda a trajetória do Brasil desde o período pré-colonial até o início do século XX. O autor apresenta um panorama detalhado dos eventos históricos, sociais, culturais e econômicos que moldaram a nação brasileira.

No primeiro volume (de 1500 até 1624), Galanti narra a chegada dos portugueses ao Brasil, assim como o processo de colonização e a exploração dos recursos naturais. O livro discute a interação entre indígenas e colonizadores, a instalação das capitanias hereditárias e o desenvolvimento do sistema de produção colonial, incluindo a cana-de-açúcar e a escravidão africana.

Além disso, o autor destaca a influência da Igreja Católica na formação da sociedade brasileira e a luta pela independência. O Tomo I é rico em detalhes e análises, proporcionando ao leitor uma compreensão profunda das origens do Brasil e das bases que sustentaram a sua formação como nação.

A obra é uma importante contribuição para o estudo da história brasileira, revelando as complexidades e contradições desse processo histórico.

Um ponto interessante é que você pode procurar em qualquer programa didático atualmente que os atuais livros não irão considerar as intervenções diretas de Deus nos principais acontecimentos desses 500 anos de nação. E aqui temos um padre jesuíta que possui imprimatur da autoridade eclesiástica, ou seja, podemos ler sem o receio de estar sendo manipulado.

Para o autor, a verdadeira história deve inspirar-se nos modelos da antiguidade clássica, onde as narrativas conduzem o leitor a sentir com ele as emoções de cada época, junto a uma visão integral que contemple a exploração das fontes históricas unida à visão transcendente da finalidade mesma da História.

domingo, setembro 01, 2024

Madame Bovary

Uma magistral obra escrita pelo francês Gustavo Flaubert (1821-1880), Madame Bovary (1856) é  a obra seminal do realismo literário considerado a obra-prima de Flaubert e uma das obras literárias mais influentes da história.

A história é a da esposa de uma médica provinciana, Emma Bovary, que inicia relacionamentos adúlteros e vive além de suas posses para escapar do tédio, da banalidade e da mediocridade da vida provinciana.

O livro incia contando a história de um oficial de saúde, Charles Bovary, que depois de estudar medicina na juventude, casa-se com uma mulher mais velha que ele, Héloïse Dubuc, que, no entanto, morre prematuramente. Tendo ficado viúvo, ele se casa novamente com uma bela camponesa , Emma Rouault, imbuída de desejos de luxo e romance, anseios que vêm da leitura de romances. Charles vem de uma família rica e é um homem decente, mas também é chato e desajeitado. Ele dispensa todo tipo de caprichos à jovem esposa, que, no entanto, embora não demonstre, começa a ficar cada vez mais entediada com sua monótona vida de casada, muito diferente do que imaginava ao ler romances românticos .

O desprezo de Emma é ainda reforçado pela comparação com o estilo de vida dos aristocratas ricos: o casal é de fato convidado para um baile no castelo de Vaubyessard, propriedade do Marquês de Andervilles. Aproveitando a lembrança dos requintes que pôde desfrutar durante uma noite, Emma perde todo o interesse pelos seus passatempos e cai num estado de inércia que preocupa muito o marido. Ele, esperando que uma mudança de cenário possa beneficiar a saúde física e mental de sua esposa, decide mudar-se de Tostes para Yonville, onde há uma vaga disponível para médico. Em março, quando os dois deixam Tostes, Emma já está grávida.

Em Yonville, Emma aceita o namoro de uma das primeiras pessoas que conhece, um jovem estudante de direito, Léon Dupuis, que parece partilhar com ela o gosto pelas “coisas boas da vida”. Quando Léon sai para estudar em Paris, Emma inicia um relacionamento com um rico proprietário de terras , Rodolphe Boulanger. Confusa com seus anseios românticos imaginativos, Emma elabora um plano para fugir com ele. Rodolphe, porém, não está disposto a abandonar tudo por uma de suas amantes. Ele então quebra o acordo na noite anterior à fuga planejada, por meio de uma carta no fundo de uma cesta de damascos. O choque é tamanho que Emma fica gravemente doente e por algum tempo se refugia na religião.

Uma noite, em Rouen , Emma e Charles vão à ópera e a mulher reencontra Léon. Os dois iniciam um relacionamento: Emma viaja toda semana para a cidade para conhecê-lo, enquanto Charles acredita que ela tem aulas de piano . Ao mesmo tempo, Emma está gastando somas exorbitantes de dinheiro . Entretanto as suas dívidas atingem valores explosivos e as pessoas começam a suspeitar de adultério . Depois que seus amantes recusaram seu dinheiro para pagar suas dívidas, Emma engole uma dose de arsênico e morre, dolorosa e lentamente. O leal Charles fica chocado, principalmente porque encontra as cartas que Rodolphe escreveu para Emma. Depois de pouco tempo ele também morre e a filha do casal fica órfã.

quarta-feira, agosto 28, 2024

Eugenia e Outros Males


Diferente do último livro que li do Chesterton (1874-1936) o Eugenia e Outros Males (1922) foi um pouco mais fácil de entender, mas ainda assim é um desafio captar tudo que o autor quer dizer.

Trata-se de um livro que lida diretamente com o problema que é apresentado em seu título, e que era a "praga científica" da época. Em nome da ciência, uma tirania se erguia na Europa e Chesterton foi uma das nobres vozes que abertamente enfrentou essa moda intelectual em nome das coisas antigas e perenes.

O livro é dividido em duas partes. Na primeira, o autor busca expor o que é a eugenia e quais são os problemas em tal teoria. Na segunda, tenta apontar para as raízes do problema, o que o ensejou de fato.

O autor começa definindo a eugenia como o controle da parte de uma minoria sobre o casamento, o sexo e a procriação da maioria. É claro que muitos douram a pílula e a apresentam como uma forma de se preocupar com a posteridade e o caminho para um futuro mais próspero e feliz. Mas, no final das contas, trata-se de tal tipo de controle. O suposto fundamento moral está fundamentado na ideia de que se deve considerar o bebê inexistente antes do par presente. Com isso, converte-se o patife de outrora em herói, pois qualquer 'defeito' encontrado no noivo ou noiva, ou mesmo no cônjuge, será justificativa plausível e mais do que justa para abandoná-lo.

Para o autor, a eugenia não era mais uma ameaça futura, mas uma ameaça presente, pois seu veneno já corria pelas veias das leis. Ela havia se iniciado por meio das leis dos débeis-mentais, que deveriam ser trancafiados e impedidos de procriarem-se. O problema é que não havia uma definição precisa e técnica sobre o que era uma tal pessoa louca. Na verdade, havia uma definição tão genérica e abrangente que poderia condenar qualquer um que os médicos quisessem. Dizer que se tratava de alguém que não agisse de forma racional em momentos de pressão, ou que não fosse prudente, deixa, na melhor das hipóteses, quase todo mundo sob suspeita. E para piorar, quando se questionava quem é que deveria exercer a autoridade para implantar as medidas eugênicas, encontrava-se um grande problema, pois os médicos não concordavam entre si na definição de quem era o louco, de tal poder dado aos médicos criaria uma condição de inevitável conflito de poder. Toda essa instabilidade constitui um estado de anarquia, a qual Chesterton define como uma normalização da exceção, como um rompante incessante e incessável, em uma incapacidade de se retomar o estado de normalidade após se exercer uma medida extrema. E esse era o destino da legislação eugênica, que tenderia cada vez mais à viabilização da tirania e à subversão da normalidade civil.

Chesterton também dirige suas críticas diretamente à própria teoria, demonstrando que a hereditariedade, embora inegável, estava eivada de mistérios, pois não é fácil precisar exatamente o que foi herdado do pai ou da mãe, e em que medida isso se deu, ou mesmo se veio de uma ancestralidade ainda maior - o autor já admitia as noções de genes recessivos.

Para finalizar a primeira parte, Chesterton observa que essa tirania dos eugenistas era pior do que as antigas tiranias, pois sua proposta era a de tolher liberdades fundamentais em nome de uma experiência, para verificarem suas hipóteses, e não por alguma convicção. Isso faz com que a nova tirania e perseguição seja feita não para se ensinar algo à força, ou por se acreditar em algo, mas para tentar aprender algo com o 'sacrifício imposto' do outro. Com efeito, a ciência moderna havia se tornado a nova religião, e usava o "poder temporal" para se fazer valer. Entretanto, esta era uma 'igreja estabelecida na dúvida', e não em convicções - o que, por si só, tornava o experimento um abuso colossal.

Na segunda parte, Chesterton começa com um interessantíssimo tratamento da condição progressista que vê os acontecimentos pregressos, primeiramente como males necessários e depois como bens providenciais. Em suma, ha uma atitude típica de impenitência, onde as pessoas se recusam a admitir que erraram, em que assumem como inalterável o processo que se deu no passado e culminou no presente. Para tal, precisam até mesmo falsificar a história ou obliterar as partes que incomodam. E a parte que incomoda a ser destacada pelo autor é a questão da origem dos pobres.

É nesse contexto que surge a proposta eugênica. Afinal, a exploração dos pobres ao máximo acabou por torná-los tão miseráveis que se tornaram maus empregados, entregues à bebida e à promiscuidade, que são os prazeres acessíveis à sua condição deplorável. Assim, com muitos filhos para criarem e sem condições de o fazer, acabam debilitando sua própria saúde e, sendo isso uma condição generalizada, prejudicam a própria produção. Os ricos e empresários, então, pensaram em uma forma de erradicar a pobreza pela eliminação do pobre, e isso de forma velada: a eugenia.

Os últimos capítulos da segunda parte são destinados a analisar as forças que ainda podem se contrapor aos avanços totalitários da eugenia.

Em seguida, o autor fala sobre o socialismo. Ele se opõe ao socialismo por conta de sua concepção a respeito da propriedade privada, que lhe parece questão de honra - embora, temos de nos lembrar que o autor pensa nisso em termos distributivistas. Nosso filósofo inglês observa que há uma disputa entre liberais e socialistas no que diz respeito à importância da liberdade e da igualdade. Entretanto, o atual estado promoveu toda a privação das liberdades que há no socialismo sem promover qualquer igualdade prometida. Portanto, nem mesmo o socialismo pode surgir como rival da tirania eugenista.

Por último, Chesterton fala sobre a sacralidade da propriedade doméstica, que é encarada com afetuosidade como um deus do lar entre os antigos. Chesterton nota que o ideal de família e do trabalho para sustentá-la estão sendo altamente aviltados pela situação do trabalhador moderno, que não tem nenhuma segurança no seu ofício, sendo despedido como um ninguém, ao mesmo tempo que é vigiado de perto dentro de sua própria casa pelos tentáculos totalitarista do Estado. Priva-se o indivíduo, pois, de sua propriedade e de sua liberdade.

sexta-feira, agosto 23, 2024

O Livro do Êxodo: Cadernos de estudo bíblico


Foi tão prazerosa a leitura do 1º livro da coleção de Estudos Bíblicos do escritor Scott Hahn (1957-) que rapidamente parti para o 2º livro e terminei ele em 4 dias!

Nesse volume temos o livro do Êxodo que narra a história de Moisés desde o seu nascimento até a entrega das tábuas dos 10 mandamentos.

Novamente o livro é excelente com vários comentários que elucidam bastante o que Deus quis fazer com o seu povo e o contexto que o Egito vivia à época dando bastante certeza que Moisés existiu e que os fatos apresentados pela Sagrada Escritura são verdadeiros não só ponto teológico, mas também histórico.

segunda-feira, agosto 19, 2024

O Desconcerto do Mundo


Mais um livro lido do genial Gustavo Corção (1896-1978) e dessa vez trata-se de um conjunto de três ensaios que tratam da mesma temática.

No 1º, que dá à obra o título colhido na Lírica de Camões, o autor procura desvendar em que consiste o “desconcerto” de que tanto se queixa o poeta, e tenta fazer um paralelo entre a experiência poética e a mística, valendo-se principalmente da poesia de Camões.

No 2º ensaio vêm diversos estudos de alguns aspectos das obras de Machado de Assis e Eça de Queirós, merecendo especial atenção a interpretação dada para o pessimismo e ceticismo de Machado.

No 3º, são os pintores que comparecem com seus problemas; o autor apresenta a sucessão de escolas, correntes, buscas, tentativas, como uma sucessão de manifestações que se completam e como uma Exposição Universal que se prepara para o dia do Juízo Final.

Debaixo da diversidade de assuntos nós encontramos a unidade do problema central, que é a pungente interrogação que todos os artistas de todos os tempos põem em suas obras, cada um com seus recursos, resumido na sentença: “De onde viemos? O que somos? Para onde vamos?”.

domingo, agosto 18, 2024

Paróquia Santo Antônio


Dia de conhecer mais uma paróquia e dessa vez foi em Maragogi/AL.

Aproveitando as férias que estamos passando no Resort de Salinas, viemos assistir a missa dominical na Igreja Matriz da cidade.

Pelo que pude pesquisar a Paróquia é antiga, sendo construída em meados de 1875, quando a cidade ainda era uma vila chamada Isabel (em homenagem a nossa Princesa).


O presbitério é bem simples, mas bem ornado remetendo as igrejas tradicionais do séc XIX.

Tem como santo padroeiro o nosso famoso Santo Antônio (sendo também padroeiro da cidade), inclusiva a praça de frente a paróquia leva o seu nome com a sua estátua.



terça-feira, agosto 13, 2024

O Livro do Gênesis: Cadernos de estudo bíblico


Já tem um tempo que tento me dedicar a leitura sistemática da Bíblia, porém sem alcançar o resultado que almejo que é tentar entender a luz da doutrina católica, sem cair no erro protestante de eu mesmo tentar entender sozinho o que a palavra de Deus quer dizer para nós.

Creio que com essa séria de Cadernos de Estudos Bíblicos escrito pelo Scott Hahn (1957-) pode fazer com que eu me aproxime mais da Sagrada Escritura de forma sistemática com o auxílio dos santos padres que já interpretaram as passagens para nós.

Além disso, esse Caderno traz também uma contextualização de como o Livro Sagrado foi escrito e os locais que se passa a história.

Mesmo já tendo lido o livro Gênesis outras vezes (creio que é o livro que mais li da Bíblia), esse Caderno de Estudos trouxe alguns pontos que eu não tive o discernimento de entender sozinho e que agora ficaram mais claros para mim.

domingo, agosto 11, 2024

A Ladeira da Memória

Nunca tinha ouvido falar do escritor José Geraldo Vieira (1897-1977) e que grata surpresa eu tive em ler o seu romance A Ladeira da Memória (1950).

Enquanto a maioria dos escritores da sua época escreviam sobre o interior do Brasil, José Geraldo Vieira optava por uma escrita de cunho mais universal. A Ladeira da Memória, foge um pouco da ambientação europeia, muito comum em outros romances, ficando mais ambientada no Rio de Janeiro e interior de São Paulo.

A história é escrita no período da 2ª Guerra Mundial e conta história de amor proibido entre Jorge e Renata. Só que se trata de um tipo de romance que confesso que nunca vi entre os autores brasileiros, um tipo de amor não envolto em paixões carnais, mas um pouco mais sublime, do tipo sacrificial. Renata é casada, e Jorge, além de médico, escreve romances (autobiográfia do autor), Renata vive entre um dilema de manter um casamento, tendo em vista a sua visão de sacralidade e deveres conjugais para com seu marido, que quase nunca se faz presente e o amor que alimenta por Jorge.

O romance segue até que se descobre que Renata tem tuberculose (doença fatal na época) temos aí um grande momento de como o destino pode influenciar na vida das pessoas, o cenário descrevendo a morte de Renata é um dos momentos mais dramáticos e bem descritos do livro. O título da obra "Ladeira da Memória" remete a uma rua descrita pelo tio de Jorge, sobre as cenas do seu casamento, o desembargador Rangel convida após o drama da morte de Renata a subir a Ladeira da Memória, para desse modo resgatar a sua própria alma que se foi com sua amada.

terça-feira, julho 30, 2024

O Homem Eterno


Dizem que ler Chesterton (1874-1936) na sua língua original (inglês) já não é fácil, ler então as suas traduções torna ainda mais desafiadora a compreensão.

O Homem Eterno é um livro de apologética cristã publicado em 1925. É, até certo ponto, uma refutação deliberada de uma obra de H. G. Wells, contestando as representações de Wells da vida humana e da civilização como um desenvolvimento contínuo da vida animal e de Jesus Cristo como meramente outra figura carismática.

Chesterton detalhou sua própria jornada espiritual na Ortodoxia, mas neste livro ele tenta ilustrar a jornada espiritual da humanidade, ou pelo menos da civilização ocidental.

De acordo com os contornos evolucionários da história propostos por Wells e outros, a humanidade é simplesmente outro tipo de animal e Jesus foi um ser humano notável, e nada mais. A tese de Chesterton, conforme expressa na Parte I do livro ('Sobre a Criatura Chamada Homem'), é que se o homem é realmente e desapaixonadamente visto simplesmente como outro animal, somos forçados a concluir que ele é um animal bizarramente incomum.

Na Parte II ('Sobre o Homem Chamado Cristo'), Chesterton argumenta que se Jesus é realmente visto simplesmente como outro líder humano e o Cristianismo e a Igreja são simplesmente outra religião humana, somos forçados a concluir que ele foi um líder bizarramente incomum, cujos seguidores fundaram uma religião e Igreja bizarramente e milagrosamente incomuns. "Eu não acredito", ele diz, "que o passado seja mais verdadeiramente retratado como algo em que a humanidade simplesmente desaparece na natureza, ou a civilização simplesmente desaparece na barbárie, ou a religião desaparece na mitologia, ou nossa própria religião desaparece nas religiões do mundo. Em suma, eu não acredito que a melhor maneira de produzir um esboço da história seja apagar as linhas."

sábado, julho 13, 2024

Empatia Assertiva


Livro de liderança escrito por uma ex-executiva da Apple e do Google, Kim Scott, Empatia Assertiva define o termo franqueza radical como feedback que incorpora elogios e críticas. Ao contrário da transparência radical ou da honestidade radical, a autora diz que o princípio de gestão da franqueza radical envolve “cuidar pessoalmente enquanto desafia diretamente”. O livro foi publicado pela primeira vez em 2017.

Para explicar o conceito de franqueza radical, Scott apresenta o que ela chama de bússola para conversas francas e define os quatro comportamentos seguintes nos quais os gestores se incorrem ao dar feedback.

Agressividade Ofensiva, também chamada de honestidade brutal ou facada frontal, é o que acontece quando os gerentes desafiam os funcionários diretamente, mas não demonstram que se importam com os indivíduos pessoalmente. Inclui elogios insinceros e críticas pouco gentis.

Insinceridade Manipuladora, também conhecida como traição ou comportamento passivo-agressivo, é o que acontece quando os gerentes não se importam pessoalmente nem desafiam diretamente. Seus elogios são insinceros na cara de uma pessoa e suas críticas são duras pelas costas de uma pessoa.

Empatia Nociva ruinosa é quando os gerentes se importam com os indivíduos pessoalmente, mas falham em desafiar os funcionários diretamente. Inclui elogios que não são específicos e críticas que são açucaradas e pouco claras.

Empatia Assertiva radical é o que acontece quando os gestores demonstram que se importam pessoalmente com os funcionários, ao mesmo tempo que os desafiam diretamente com um feedback claro e gentil, que não é agressivo ou insincero.

Para fornecer exemplos de cada tipo de comportamento, o livro apresenta histórias da época em que Scott trabalhava e liderava equipes no Vale do Silício. Esse é um dos problemas do livro para nós brasileiros, pois são exemplos um pouco fora da realidade das nossas empresas e principalmente do setor em que trabalho.

domingo, junho 30, 2024

A Última Superstição: Uma Refutação do Neoateísmo


Escrito pelo filósofo norte-americado Edward Feser (1968-) o livro tem como tema central a guerra que tem havido durante vários séculos entre a ciência e a religião, que a religião tem vindo a perder constantemente essa guerra e que neste momento da história humana, uma explicação científica completamente secular do mundo foi elaborada com detalhes tão completos e convincentes que não há mais qualquer razão para que uma pessoa racional e educada considere as reivindicações de qualquer religião minimamente dignas de atenção.

Mas como o autor argumenta nessa grande obra, na verdade não há, e nunca houve, nenhuma guerra entre ciência e religião. Em vez disso, houve um conflito entre duas concepções inteiramente filosóficas da ordem natural: por um lado, a visão "teleológica" clássica de Platão, Aristóteles, Agostinho e Aquino, na qual o propósito ou direcionamento de objetivo é uma característica tão inerente do mundo físico quanto a massa ou a carga elétrica; e a visão "mecânica" moderna de Descartes, Hobbes, Locke e Hume, segundo a qual o mundo físico é composto de nada mais do que partículas sem propósito e sem sentido em movimento.

Acontece que, na imagem teleológica clássica, a existência de Deus, a imortalidade da alma e a concepção de moralidade da lei natural são racionalmente inevitáveis. O ateísmo e o secularismo modernos sempre dependeram crucialmente para suas credenciais racionais da insinuação de que a imagem moderna e mecânica do mundo foi de alguma forma estabelecida pela ciência.

Além disso, como Feser mostra, os argumentos filosóficos a seu favor dados pelos primeiros filósofos modernos eram notáveis ​​apenas por serem surpreendentemente fracos. As verdadeiras razões para sua popularidade eram então, e são agora, principalmente políticas: era uma ferramenta pela qual os fundamentos intelectuais da autoridade eclesiástica podiam ser minados e o caminho aberto para uma nova ordem social secular e liberal orientada para o comércio e a tecnologia.

No entanto, essa imagem filosófica moderna não é apenas racionalmente infundada, ela é demonstravelmente falsa. Pois a concepção “mecânica” do mundo natural, quando elaborada consistentemente, absurdamente implica que a racionalidade, e de fato a própria mente humana, são ilusórias. A chamada “visão de mundo científica” defendida pelos Novos Ateus, portanto, inevitavelmente mina seus próprios fundamentos racionais; e, além disso, mina também os fundamentos de qualquer moralidade possível.

Em contraste, e como o livro demonstra, a imagem teleológica clássica da natureza pode ser vista encontrando uma confirmação poderosa em desenvolvimentos da filosofia, biologia e física contemporâneas; além disso, a moralidade e a própria razão não podem ser entendidas separadamente dela. A visão teleológica dos antigos e medievais é, portanto, racionalmente justificada – e com ela a visão de mundo religiosa que eles basearam nela.

Saldo Fim de Mês da Coleção de Jogos


A última vez que tinha registrado a evolução da coleção de jogos foi há quase um ano atrás em julho/23.

Nesses 11 meses entraram mais 10 jogos na coleção, quase todos adquiridos no fim do ano passado e no último mês. Portanto, resolvi atualizar o controle dessas últimas aquisições até o momento.

O motivo de não ter atualizado com a frequência mensal que eu fazia e que fiquei bastante tempo sem jogar e mesmo os jogos esporádicos que comprei, eu joguei muito pouco. Como voltei a jogar um pouco mais nas últimas semanas, resolvi atualizar.

Houve a "baixa" de um jogo de PC, porque comprei a mesma versão do jogo para o Switch que foi o The Talos Principle.





domingo, junho 23, 2024

Star Wars Jedi: Survivor


Há quase 3 anos eu terminava o Star Wars Jedi: Fallen Order e hoje eu termino a sua sequência o Star Wars Jedi: Survivor.

O jogo segue a mesma mecânica do primeiro (um souls-like misturado com metroidvania) e como gostei demais do 1º jogo e depois de um ano sem jogar (o último jogo que finalizei foi em junho/23), resolvi voltar a jogar exatamente com a sequência dele.

Como é de praxe, a mecânica de combate está mais ampla com mais movimentos e uma novidade que seriam as posturas do sabre de luz. O combate continua sendo muito prazeroso e os mapas bem interessantes para serem desbravados.

Para quem é fã da franquia é um jogo mais do que obrigatório!