terça-feira, outubro 13, 2026

Galaxy Book6 Pro (14")


Depois de muitos anos utilizando tablets como minha principal ferramenta nas viagens de trabalho, chegou a hora de voltar a ter um notebook!

E essa compra acaba sendo curiosa quando olho para trás e vejo a minha relação com computadores portáteis ao longo dos últimos 20 anos.

Meu primeiro notebook foi um Toshiba Satellite de 17", comprado por volta de 2006. Era uma época completamente diferente: notebook era um equipamento grande, pesado e que estava muito longe de oferecer a mobilidade que temos hoje.

Em janeiro de 2011 veio meu segundo notebook, um MacBook Pro de 13". Naquela época eu estava entrando de cabeça no ecossistema da Apple. Já tinha iPod, iPhone e iPad e, durante uma viagem para Orlando, aproveitei para comprar o MacBook Pro. Eu vinha de mais de 15 anos utilizando Windows e resolvi aprender o Mac OS X.

O curioso é que poucos anos depois os tablets começaram praticamente a eliminar a necessidade de um notebook para mim.

Em 2010 comprei meu primeiro iPad e fui aos poucos testando até onde aquele novo tipo de equipamento poderia me levar. Em 2011 já viajei a trabalho sem levar netbook e descobri que conseguia fazer praticamente tudo pelo tablet. Em 2012 comprei até uma case com teclado que chamei na época de meu "aposentador de notebook" e, em 2014, registrei aqui no blog que o iPad 2 tinha efetivamente aposentado meu netbook.

Durante muitos anos essa lógica funcionou muito bem.

Passei por várias gerações do iPad e, em 2023, fiz a migração definitiva dos tablets da Apple para a Samsung com a compra do Galaxy Tab S8. Ele se tornou um excelente companheiro de viagem: leve, pequeno, com ótima bateria, conexão 5G e suficientemente poderoso para reuniões, leitura de documentos, e-mails e várias tarefas de trabalho.

Só que meu uso profissional foi ficando cada vez mais exigente.

Hoje trabalho bastante com Excel, PowerPoint, Outlook, Word e Power BI. E por melhor que Android, Samsung DeX e os aplicativos móveis tenham evoluído, começaram a surgir situações em que eu percebia uma diferença importante entre "conseguir trabalhar no tablet" e "ter à disposição um computador completo".

Comecei então a procurar alguma coisa que pudesse me dar a liberdade e a portabilidade que tanto gosto no Tab S8, mas sem abrir mão do Windows completo.

Analisei algumas possibilidades.

Uma delas foi o Galaxy Book Go. A proposta de bateria e mobilidade era interessante, mas seu hardware de entrada, principalmente os 4 GB de memória, seria limitado demais para a quantidade de multitarefa que faço.

Também considerei seriamente o Microsoft Surface Pro. O conceito é provavelmente o que mais se aproxima de um tablet que também é um computador Windows completo. Os novos modelos com Snapdragon oferecem excelente autonomia e ótimo desempenho.

Mas depois percebi uma coisa bastante óbvia: eu já tenho um excelente tablet!

Não precisava comprar outro equipamento que tentasse ser ao mesmo tempo tablet e notebook. Precisava justamente de algo que complementasse o Galaxy Tab S8 e fosse excelente naquilo em que o tablet começa a mostrar suas limitações.

Foi aí que o Samsung Galaxy Book6 Pro de 14" passou a fazer cada vez mais sentido.

E foi o escolhido!

O Galaxy Book6 Pro é um equipamento novíssimo. A Samsung apresentou mundialmente a linha Galaxy Book6 no dia 5 de janeiro de 2026, durante a CES 2026, e o modelo chegou oficialmente ao mercado brasileiro no dia 26 de agosto de 2026. Ou seja, estou comprando o notebook praticamente na janela de lançamento nacional.

Minha configuração é o Galaxy Book6 Pro 14", modelo NP940XJG-LA2BR, equipado com:

  • Processador Intel Core Ultra 5 325
  • 16 GB de memória LPDDR5X
  • SSD NVMe de 512 GB
  • Tela Dynamic AMOLED 2X Touch de 14"
  • Duas portas Thunderbolt 4; USB-A 3.2; HDMI 2.1
  • Teclado retroiluminado
  • Bateria de 67,18 Wh
  • Carregador USB-C de 65 W
  • Peso de apenas 1,24 kg
  • Espessura de apenas 11,6 mm

O processador também é de uma geração recém-lançada. O Core Ultra 5 325 pertence à Série 3 da Intel, conhecida pelo codinome Panther Lake, lançada no primeiro trimestre de 2026 e produzida utilizando a tecnologia Intel 18A.

Não escolhi a configuração mais poderosa da linha propositalmente.

Existe uma versão do Book6 Pro com Core Ultra X7, 32 GB de memória, SSD de 1 TB e gráficos Intel Arc B390. É obviamente mais potente, mas meu objetivo nunca foi comprar um notebook para jogos, edição profissional de vídeo ou renderização 3D.

Para isso continuo tendo meu desktop.

O que eu precisava era de uma máquina para trabalhar!

Excel, Power BI, PowerPoint, Outlook, Word, navegador, reuniões e muita multitarefa, mas privilegiando principalmente portabilidade e autonomia.

E nesse cenário o Core Ultra 5 me pareceu muito mais equilibrado. É um processador moderno, potente o suficiente para tudo que faço, mas com grande preocupação com eficiência energética.

A tela também foi um dos pontos que mais pesaram na escolha. São 14" em um painel Dynamic AMOLED 2X com resolução de 2880 x 1800 pixels e sensível ao toque. É uma tela muito superior à de um notebook corporativo convencional e, ao mesmo tempo, mantém o equipamento extremamente compacto.

Mas talvez os números que mais resumam o motivo da compra sejam estes:

1,24 kg e 11,6 mm de espessura!

É justamente aí que está o ponto de equilíbrio que eu procurava.

O Tab S8 sempre me agradou porque praticamente desaparece dentro da mochila e oferece bateria suficiente para passar tranquilamente por um dia de viagem. Eu não queria voltar a carregar aqueles notebooks grandes e pesados que durante tantos anos foram sinônimo de computador portátil.

O Book6 Pro consegue entregar um Windows completo em um equipamento que continua fino e leve o suficiente para me acompanhar nos aeroportos, hotéis e reuniões sem representar um peso desnecessário.

Outro diferencial foi permanecer dentro do ecossistema Samsung. Hoje já utilizo celular, tablet e outros dispositivos Galaxy, e o notebook se integra a esse ambiente por meio de recursos como Quick Share e compartilhamento entre dispositivos.

Há também um detalhe que parece pequeno, mas que considero muito importante para quem viaja: as conexões.

Apesar de ser extremamente fino, o Book6 Pro ainda possui HDMI, USB-A e duas Thunderbolt 4. Portanto, posso chegar a uma reunião e conectar diretamente um projetor ou televisão por HDMI, colocar um pendrive na USB tradicional ou utilizar um dock pela Thunderbolt sem precisar andar com uma coleção de adaptadores.

É interessante pensar que, em junho de 2012, escrevi aqui no blog que, depois de adaptar o iPad para o trabalho, dificilmente conseguiria olhar novamente para um notebook sem pensar que se tratava de "um equipamento antigo e defasado".

Quatorze anos depois estou comprando novamente um notebook!

Mas talvez aquela avaliação não estivesse errada...

Os notebooks daquela época realmente não conseguiam competir com um tablet em portabilidade. A tecnologia é que evoluiu a ponto de finalmente reduzir essa distância.

Hoje consigo ter um computador Windows completo, com tela AMOLED de 14", 16 GB de memória, SSD, processador Intel de última geração e bateria para uma longa jornada de trabalho em um equipamento com 1,24 kg.

Portanto, depois de aproximadamente 15 anos utilizando tablets como minha principal solução móvel, chegou a hora de inverter novamente os papéis.

O Galaxy Tab S8 continuará comigo para leitura, consumo de conteúdo, entretenimento e será compartilhado o uso com a minha esposa. Continua sendo um excelente tablet e ainda tem muita vida útil.

Mas, para o trabalho, ele pode finalmente se aposentar.

O Galaxy Book6 Pro passa agora a assumir essa função.

É meu terceiro notebook, meu segundo notebook com Windows e o primeiro que compro em aproximadamente 15 anos.

O Toshiba Satellite representou minha primeira experiência com um computador realmente portátil.

O MacBook Pro marcou minha entrada no mundo Apple.

Os iPads e depois o Galaxy Tab S8 mostraram que era possível trabalhar viajando sem carregar um computador tradicional.

E agora o Galaxy Book6 Pro fecha um ciclo curioso: volto ao Windows e ao notebook justamente porque, depois de todos esses anos, finalmente encontrei um equipamento que consegue entregar aquilo que eu mais gostava no tablet sem abrir mão daquilo que eu sentia falta em um computador.

Agora é colocar a máquina na estrada e ver quantos anos ela irá me acompanhar!

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